Biolokos

Em Outubro de 2001 um grupo de "crianças" do secundário foi praxado na FCUL. Em Janeiro de 2005 surge o Blogspot desta geração de Biólogos que, certamente, conquistará o mundo. Este é o nosso diário.

maio 09, 2008

lost in translation

Perdeu-se no tempo, no espaço, no ciberespaço, nos voos, nas viagens, nas idas para o trabalho em estado meio dormente e alienado, nas horas no lab, nos geis a correr, nas incubaçoes e lavagens e novas incubações, nos ensaios e desensaios, nas saidas, nas corridas, nos regabofes além e ali...deixámos morrer o nosso blooogiiiiiiiii
ai cruzes canhoto valha-m'o deus meu santinho anda cá salvar-nos!
:)
E tentarmos reanimar o bicho..nao? Se calhar sou só eu a dar uma de saudosista depois de me ter perdido por aqui ontem a rever post's, postes, crónicas, fotos e maldizeres.
Pois, ora num bamos lá ber que diz que eu tenho saudades das vossas carantonhas feias?

novembro 23, 2006

Olá

Olá... =P

setembro 02, 2006

Tempos idos


Oliveira do Hospital, 13 de Março de 2004.

agosto 23, 2006

Saudade

Foleiro é começar um texto sobre saudades re-explicando, pela milionésima vez, que "saudade" é a tal palavra que só existe na língua portuguesa. Eu não só acabei de usar essa foleirice como tentei iludir quem lê o texto como a ideia de que ia ter uma introdução mais original. Agora já está.

Tenho saudades de muitas coisas. E sentir saudade é querer estar lá outra vez mas agora sabendo que se tornará uma memória. Gosto de contornar esse sentimento fazendo algo muito simples: quando estou a ter prazer nalguma coisa, nesse preciso momento imagino que já me estou a recordar dele. Imagino que já passaram muitos anos e eu estou a desejar estar ali. E estou mesmo. Curiosamente, todas os momentos em que fiz isso acabaram por não se tornar nas memórias que mais prezo. Sentir saudades é isso mesmo, sentir que já não se pode fazer uma coisa boa.

Às vezes tenho saudades de momentos que na altura achava banais. Tenho tido muitas saudades de Londres (saudades que eu antevi quando ainda me custava lá viver!). Saudades do avião cubano preso na minha janela. Saudades de andar ao longo do Tamissa depois de ter desistido de entrar numa festa brasileira e sentir-me mais aliviado assim. Saudades da primeira viagem de autocarro no lado esquerdo da estrada e de achar que tudo era tão diferente. Saudades dos esquilos. Saudades de ruas em sitios que não me lembro exactamente onde são. Saudades de achar que um dia de sol era a melhor coisa do mundo. Saudades do autocarro numero 7. Saudades de ser o unico que não conseguia dormir no autocarro numero 7. Saudades do cheiro a gato entranhado no hall de entrada da casa dos portugueses em Hammersmith. Saudades de desejar viver longe de East Acton. Saudades de East Acton. Saudades das pipocas queimadas. Saudades da primera viagem de avião. Muita saudade.

Pensar nisto é como fazer cócegas no céu da boca com a lingua.

julho 07, 2006

Onde estão os Wallys?

Algures num lago Finlandês, Pedro Rocha e Pedro Veliça estão perdidos numa multidão de cientistas séniores e jovens. Conseguem encontrá-los?

Pois é, eu e o fulano que dá pelo nome de Rocha vamos estar nos proximos três anos metidos nesta "família" a tentar fazer o doutoramento. Eu em Birmingham, ele em Berlim. Esta foto foi tirada na reunião do consórcio em Kuopio, Finlândia. Ah! Aproveito para divulgar o que nos pediram para divulgar: ainda há duas vagas abertas para este programa finaciado pela Marie Curie (=€€€), uma para trabalhar em Roterdão e outra para o Inglaterra, na empresa Unilever. Toda a informação aqui: http://www.uku.fi/nucsys/ (vejam o "positions opened"). Se forem raparigas a posição é praticamente vossa porque a UE exige uma quota de 40% de senõritas no consórcio. Espalhem a palavra!

Ok, quero apenas deixar registada o momento alto desta nossa ingressão Escandinava.
2 de Julho de 2006, cerca das 17h: Pedro Veliça e Pedro Rocha iniciam uma refeição tardia num centro gastronimico internacional de uma rua de Helsinquia (McDonalds). Pedro Veliça repara que toda a rua está enfeitada com bandeiras da União Europeia. Pedro Rocha informa que se trata da tomada de posse da Finlândia na presidência da UE. Pouco depois a refeição termina e os destemidos viajantes descem a rua em animada reinação. Ao chegar à parte distal da rua (que tem um nome muito grande) reparam numa intensa actividade humana perto da porta de um hotel. Seguranças com óculos escuros, paquetes aprumados e transeuntes curiosos amontoam-se. Chega um carro e ouvem-se umas palmas tímidas e pouco sonoras. Pedro Rocha, em tom de brincadeira, diz baixinho:
«Tu queres ver que é o Durão?» - tal frase foi dita com enorme ingenuidade, como uma criança que pensa estar pretes a ver o seu desenho animado preferido atrás de uma porta.
A porta do carro abre-se e sai um sujeito de média estatura. Pedro Rocha, jocoso, grita:
«O DURÃO É PANELEIRÃO» - o sujeito interrompe a saída e vira ligeiramente a cara. Pedro Veliça, reconhecendo a silhueta grita ainda mais alto:
«É MESMO O GAJO, NÃO É?» - é então que o sujeito vira completamente a face na direcção dos dois jovens cientístas revelando a sua verdadeira identidade. Era Durão Barroso!
O nanosegundo que se seguiu foi um misto de incredulidade e humor. Durão terá pensado por segundos «olha que merda, pá! Nem aqui me deixam em paz!». Virou a cara rapidamente e apressou-se para dentro do hotel. Por sua vez, os transeuntes lusos apercebem-se a da situação (o tal nanosegundo que leva aos impulsos elétricos percorrem o seu percurso no sistema nervoso dos jovens) e rebentam em gargalhadas descontroladas, agarrando a barriga e tapando os olhos para grande espanto dos esfíngicos cidadãos nórdicos.
E é assim que um grande líder mundial é insultado por dois jovens adultos da biologia.

junho 17, 2006

Bio Cartoons



Luísa: desculpa pelo desenho do cancro! :D

junho 15, 2006

Da Londra para o mundo

Este fim-de-semana esteve um tempo espectacular em Londres. Creio até que se tratou do Verão inglês. Foram dois dias de um calor avassalador, céu azul, sol radiante e muita luminosidade que deixariam qualquer zimbuabuense ruído de inveja. Mas foi só isso. Dois dias de calor tropical constituem o Verão inglês. São 5/7 minutos de Verão intenso. Na segunda-feira começou a chover e a fazer frio novamente. Ah, como eu já tinha saudades....

Estava a descer a minha rua no sábado de manha (dia dois do Verão condensado) quando avistei ao longe um grupo de pessoas acampado num relvado. Tinham panelas e tachos cheios de comidas gordurentas, moços pequenos ranhosos e umas indumentárias estranhas. Pensei que só podiam ser ciganos, enquanto me ia aproximando. Quando estava a uns escassos metros do aparato ouvi-os falar. Não eram ciganos. Eram portugueses :)
Viram-me a observar o estendal com muita atenção e comentaram: "olha para esta a olhar!", ao que eu respondi: "também sou portuguesa". BEM, foi a festa:) Levantaram todos os braços e gritaram em uníssono: "VIVA PORTUGAL".

LOoooLLL. Foi muito engraçado.

Para a próxima não me esquecerei de colocar uma segunda hipótese, perante uma situação semelhante: ou se trata de ciganos, ou de
portugueses :)